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Cultura

FLISesc estreia no DF e transforma a literatura em espaço de encontro, reflexão e novas possibilidades

Nos dias 17 e 18 de outubro, a primeira edição do Festival Literário Sesc-DF reuniu escritores, leitores e diferentes públicos em dois dias de conversas sobre literatura, juventude, territórios e relações humanas

Publicado em Seg, 19 out 2026 14:42:35 +0000 Atualizado em Seg, 19 out 2026 14:43:38 +0000

O Distrito Federal ganhou um novo espaço de encontro com a literatura nos dias 17 e 18 de outubro. Em sua primeira edição, o Festival Literário Sesc-DF (FLISesc) reuniu escritores, leitores e interessados em diferentes formas de expressão literária em uma programação dedicada ao conhecimento, à troca de experiências e à reflexão sobre questões contemporâneas. Realizado na unidade Sesc 504 Sul – Alberto Vilardo, o evento marcou a estreia de um festival desse formato promovido pelo Sesc no Distrito Federal. 

 

Em parceria com a Livraria Circulares, o Sesc-DF construiu uma programação que foi além dos livros e de seus autores. Ao longo dos dois dias, mesas de conversa, oficinas, contação de histórias, encontros de clubes de leitura, sessões de autógrafos e apresentações literárias aproximaram o público de diferentes perspectivas, mostrando como a literatura pode ajudar a compreender o mundo, reconhecer outras realidades e imaginar novos futuros. 

 

Entre os convidados estiveram nomes como Paulliny Tort, Andrea Del Fuego, Pedro Pacífico, conhecido como Bookster, Leonencio Nossa e Kauê Lopes dos Santos, além de outros escritores e convidados. Com diferentes trajetórias e campos de atuação, os participantes levaram ao público discussões sobre relacionamentos, juventude, memória, territórios e histórias que merecem ser contadas.  

 

Para o escritor e influenciador Pedro Pacífico, a realização do festival representa uma oportunidade de aproximar pessoas que compartilham o interesse pela leitura e de despertar esse interesse em novos públicos. 

 

“Estou muito feliz de estar em Brasília, participando do primeiro festival literário do Sesc-DF para falar sobre meu trabalho como influenciador e autor de livros, porque a gente precisa muito de eventos como esse que reúnem leitores. A leitura não precisa ser um ato solitário e, se a gente junta essas pessoas, vamos conseguir despertar novos leitores”, destacou. 

 

A experiência também foi marcante para quem acompanhou a programação. Moradora da Asa Sul, Márcia Fonseca esteve presente nos dois dias e participou de mais de quatro mesas. Para ela, a diversidade de autores, autoras e temas foi um dos pontos fortes da iniciativa. 

 

“O evento trouxe uma curadoria bem interessante, com diversidade de autores e autoras, de temas. Todas as mesas que eu acompanhei trouxeram elementos que me chamaram a atenção, mas eu destacaria a mesa de abertura com a Paulliny Tort, em que ela destacou muito a importância da gente ter esse momento de presença, de estar em contato com a literatura, de ter troca com outras pessoas”, avaliou. 

 

Márcia também ressaltou a importância de ampliar a oferta de eventos literários no Distrito Federal, tanto para quem já tem o hábito de ler quanto para quem ainda está descobrindo esse universo.

 

“É fundamental a criação de eventos como o FLISesc DF, porque ele tem um papel muito relevante na formação de um novo público leitor. É importante para fortalecer essa cultura para quem já gosta de ler, mas também para trazer novas pessoas para esse campo. Eu espero que tenham mais edições e em outras regiões do DF”, afirmou. 

 

A literatura como instrumento de transformação e construção de novas perspectivas também esteve presente nas discussões do festival. A jornalista e escritora Andréia Louback acompanhou a mesa “Contar histórias apagadas”, com Túlio Custódio e Kauê Lopes dos Santos, dedicada à reflexão sobre narrativas, memória e experiências que nem sempre encontram espaço nas histórias que chegam ao público. 

 

Para ela, iniciativas como o FLISesc ajudam a criar condições para que diferentes vozes sejam ouvidas e para que a literatura inspire outras formas de enxergar a realidade. 

 

“Primeiramente, literatura é poder, é encontro e desencontro, é rearranjo. Quando a gente consegue trazer uma audiência para um evento como esse, que se propõe a refletir sobre autores brasileiros, isso não é só uma semente, mas também projeto. E, para mim, participar dessa mesa, onde pudemos também refletir sobre resgate de sonhos, é mostrar que a literatura tem esse poder de pegar na nossa mão e trazer outras possibilidades da gente reimaginar o mundo”, afirmou. 

 

Andréia também destacou o papel do Sesc na criação de oportunidades de contato com a literatura e com as possibilidades que ela abre para o futuro.

 

“A importância, que eu queria saudar e honrar o Sesc por organizar um evento como esse, é poder deixar a literatura no horizonte, e tudo que ela carrega com a gente também: sonhos, poder, visões e possibilidades de futuro através da palavra”, completou.