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Cultura

Festival de Inverno do Sesc bate recorde de público e mostra importância da ocupação cultural

Evento gratuito reuniu mais de 45 mil pessoas no Parque da Cidade e reafirma a democratização do acesso à arte e à cultura como demanda da população; programação cultural do Sesc-DF segue com Festclown, Virada Cultural, Sesc + Rap e Sesc + Rabiscão

Publicado em Seg, 27 jul 2026 04:12:48 +0000 Atualizado em Seg, 27 jul 2026 04:23:27 +0000
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O 4º Festival de Inverno do Sesc reuniu neste fim de semana (25 e 26/7) mais de 45 mil pessoas no estacionamento 11 do Parque da Cidade. O público é o maior entre todas as edições já realizadas e evidencia que a ocupação cultural dos espaços públicos atende a uma demanda da própria população.

 

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A estrutura montada ocupou uma área de 121 mil m², com cinco palcos, biblioteca itinerante, área infantil, espaço de bem-estar, praça de alimentação e centro de compras. A programação musical reuniu mais de 40 atrações, entre elas, BaianaSystem, Céu, Mundo Livre S/A, Claudete King, Tássia Reis e Vanguart. Nos bastidores, mais de mil trabalhadores atuaram para garantir a realização do evento, que ofereceu entrada franca ao público. 
 

“O sucesso está em a gente ver a cultura chegar a todos. Tivemos crianças, jovens, adolescentes, adultos, pessoas de todas as idades, que usufruíram desse espaço de forma gratuita e viveram aqui momentos de encontro, compartilhamento, alegria”, afirmou a diretora de Programas Sociais do Sesc-DF, Cíntia Gontijo.

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Segundo o diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo, “o Sesc tem como um de seus propósitos a democratização do acesso à cultura e à arte, pois é dessa forma que se promove o desenvolvimento social”. “Arte e cultura não são privilégio, mas um direito essencial que amplia a nossa qualidade de vida e fortalece nossa identidade e autonomia”, disse.
 

A fala do diretor encontra respaldo na 6ª edição da pesquisa nacional “Hábitos Culturais”, realizada pelo Datafolha e lançada em 2025. De acordo com o levantamento, 59% dos entrevistados relataram que a realização de programas culturais diminuiu o estresse e a ansiedade em suas próprias vidas, 57% indicaram a diminuição da sensação de tristeza e 56% perceberam uma diminuição na sensação de solidão.
 

Os dados se refletem no depoimento da estudante Carolina Ferreira, de 26 anos. Moradora de Taguatinga, ela afirma que eventos como o Festival de Inverno do Sesc têm impacto transformador. “Pra mim, eventos como esse mudam tudo. A tristeza vai embora, a gente se sente vivo de novo, e a qualidade de vida melhora demais. Faz a gente lembra que tem muita coisa boa pra viver.”

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O fundador e líder da banda Mundo Livre S/A, Fred Zero Quatro, também celebrou a experiência. “Cada vez mais a sociedade precisa sair das telas, das redes sociais e voltar a ter experiências como essa, da coletividade, da ocupação, de reinvenção da noção de cidade, de comunidade. É um prazer imenso contribuir com uma experiência como essa”, avaliou.
 

O sucesso do 4º Festival de Inverno do Sesc vai além do público recorde e da grandiosidade da estrutura montada. Os números e depoimentos revelam um movimento de reconhecimento da cidade como espaço de pertencimento. Esse é um caminho determinante para provocar o poder público a promover melhorias estruturais e implementar medidas que tragam segurança à comunidade, como a iluminação e o policiamento ostensivo dos espaços públicos.
 

Ocupação dos espaços públicos continua
O compromisso do Sesc-DF com a democratização do acesso à arte e à cultura é permanente. Além dos eventos já realizados neste ano, como as festas juninas, o Sesc + W3, o Sesc + Axé e o Sesc SoundSystem, o calendário de atividades culturais segue com programação diversa, plural e gratuita.
 

Nesta quinta-feira (30/7), será realizada a abertura oficial do 24º Sesc Festclown, o maior festival de arte circense da América Latina. O evento será às 20h, no Sesc Cultural (511 Norte), com a participação do mágico e ilusionista argentino Gustavo Raley. O artista é um dos grandes nomes da mágica contemporânea, com mais de 70 intervenções originais e apresentações em 40 países. Ainda na abertura, será apresentado o espetáculo Arca de Arabesco, que mistura fogo, técnica e poesia visual. Em seguida, o público poderá assistir a acrobacias aéreas e ao Globo da Morte.

>> Programação completa em https://saibamais.sescdf.com.br/festclown-2026


A agenda cultural do Sesc traz ainda, nos dias 15 e 16 de agosto, a Virada Cultural, com mais de 30 horas ininterruptas de apresentações musicais no Setor Comercial Sul.
 

No dia 29 de agosto, Ceilândia recebe mais uma edição do Sesc + Rap, evento que valoriza a cultura urbana e o cenário do rap nacional e local. Mais informações em breve. 
 

Já de 18 a 20 de setembro, o Sesc Cultural (511 Norte) sediará o Sesc + Rabiscão. O evento reunirá mais de 150 artistas gráficos em uma feira aberta, além de promover palestras e rodas de diálogo.